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Empoderamento da Mulher

A primeira audiência pública da Comissão Especial para o Empoderamento da Mulher no Esporte e na Política, presidida pela deputada Martha Rocha (PSD), reuniu cerca de 200 pessoas, na tarde desta segunda-feira, no salão nobre da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Nomes importantes da política e do esporte prestigiaram o evento.

Às vésperas das eleições municipais e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio, uma das propostas do grupo é intensificar debates e articulações sobre a desigualdade entre homens e mulheres nos temas. “A comissão é um projeto de todas nós, da bancada feminina da Alerj, para que 2016 seja o ano do empoderamento feminino no esporte e na política. É suprapartidário, uma questão para hoje, para ontem e pensando no futuro”, disse a deputada Martha Rocha.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) propôs que a discussão seja levada para escolas públicas. “Seria muito importante expandir para a base o que estamos debatendo aqui. Se as regras dos esportes fossem aplicadas na política, teríamos um país muito melhor”, afirmou a senadora. Ela também elogiou a iniciativa de Martha Rocha em criar a comissão. “Martha é corajosa, empreendedora, mostrou generosidade em compartilhar o projeto, o que não é muito comum na política”, disse Ana Amélia.

A ex-jogadora de vôlei de praia e gerente de Planejamento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Adriana Behar, apresentou dados da Fundação de Esporte e Fitness das Mulheres que provam o quanto as mulheres são discriminadas no esporte. Segundo ela, “no mundo esportivo as mulheres ocupam apenas 0,5% do patrocínio corporativo e 5% do total da cobertura da mídia”.

Adriana Behar disse, ainda, que os jogos olímpicos vão fortalecer as ações da comissão, mas, ela lembra que é importante dar continuidade ao tema após as Olimpíadas, aumentando a participação das mulheres em outros ambientes do esporte como nas funções de técnicas, gestoras e presidentes de federações esportivas.

A deputada federal Soraya Santos (PMDB-RJ) lembrou que na comparação internacional, a desvantagem feminina do Brasil fica mais clara. “A União Interparlamentar criou um ranking baseado na composição dos parlamentos. De 190 países, o Brasil ocupa a 158ª posição (8,6% de mulheres). “Estamos numa situação muito complicada. Países como Afeganistão e Serra Leoa estão em melhor situação. No Congresso Nacional , lutamos pela aprovação da PEC que garante cota para mulheres nos parlamentos”.

A deputada Martha Rocha (PSD), ao final da audiência pública, anunciou que comissão vai atuar de forma itinerante nos municípios do estado. “Nós vamos realizar audiências públicas em alguns municípios para que cada vez mais mulheres estejam conscientes da importância de avançar na conquista de novos espaços e na reversão do quadro de sub-representatividade das mulheres nos dois setores”, explicou.

Também participaram da mesa a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ); a consultora da ONU Mulheres, Gisele Netto; a coordenadora da seleção feminina de ginástica artística, Georgette Vidor; a coordenadora-geral de direitos do Trabalho das Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Beatriz Gregory; a técnica de futebol, Rose do Rio e as deputadas estaduais Daniele Guerreirp (PMDB); Ana Paula Rechuan (PMDB); Zeidan (PT); Márcia Jeovani (PR) e Tia Ju (PRB).

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