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Crise financeira atrasa a formação de novos policiais

A formação dos policiais militares no CFAP foi alvo de audiência pública na Comissão de Segurança Pública. A falta de dinheiro afetou em cheio a instituição. Confiram:

O atraso na formação de 1.398 alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) poderá causar impacto no planejamento da segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão a partir de agosto no Rio. A informação foi passada pelo diretor geral de ensino e instrução da PMERJ, coronel Marcio Vaz Lima, nesta quinta-feira (14/04), durante audiência pública da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

14042016_155637geral_lm_14_04_16Segundo o coronel, as empresas que fornecem alimentação para o CFAP estão sem receber há cinco meses, e a dívida já ultrapassa R$ 23 milhões. Isso fez com que a PM reduzisse o horário integral do curso para meio expediente. Com isso, a turma que deveria se formar em 7 de julho deste ano só concluirá o curso em 5 de maio de 2017.
Como não poderão trabalhar no policiamento das ruas, os recrutas devem atuar nas áreas administrativas dos batalhões, de acordo com o diretor geral de ensino da PM. “Com esse plano B, poderemos liberar outros policiais para estarem nas ruas”, disse Com isso poderemos liberar outros policiais para estarem nas ruas. Com certeza teremos policiamento”, garantiu.

A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), demonstrou preocupação com a informação. “Desde o primeiro momento a Secretaria de Segurança anunciou que esses policiais seriam utilizados na segurança dos jogos, hoje já estamos sabendo que não serão, porque no momento das Olimpíadas eles só terão concluído 50% do curso, ou seja, não teremos esses policiais formados plenamente. Acredito que a PM terá um plano substituto, mas não era esse o esperado”, lamentou a parlamentar.

No início desse mês, os deputados Martha Rocha e Flávio Bolsonaro visitaram as instalações do CFAP e constataram muitos problemas estruturais. Um alojamento recém construído, que custou R$ 2,8 milhões, ainda não está em funcionamento por falta de equipamentos. “Pedimos à Seseg as cópias dos contratos das obras para analisar o valor da obra, mas somente a Secretaria de Obras possui os documentos. Vamos solicitar novamente”, disse a deputada.

O subsecretário de Gestão Estratégica da Secretaria de Estado de Segurança, Hélio Pacheco Leão, disse que a obra do alojamento foi feita através de licitação e deverá ser entregue até o início do próximo mês. “O valor está dentro do custo de mercado. Só falta resolver o problema do gerador de energia para podermos entregar esse espaço que terá capacidade para alojar 500 policiais”, explicou o subsecretário.

Crédito: Alerj

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