Martha Rocha

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Comissão vai convocar cúpula da segurança pública do RJ para explicar casos de violência durante carnaval

Deputada Martha Rocha acredita que policiamento foi concentrado no entorno do Sambódromo, deixando vulnerável o restante do estado.

Por Carlos Brito, G1 Rio
14/02/2018 13h15 Atualizado 14/02/2018 13h17

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai convocar, na próxima quarta-feira (21), o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, o chefe da Polícia Civil, Carlos Leba, Wolney Dias, para explicar os casos de violência registrados no estado durante o carnaval.

“Falaram na presença de 17 mil policiais reforçando a segurança nas ruas durante o período carnavalesco. Você viu esse efetivo em algum lugar? Eu não vi. A impressão que tenho é que colocaram policiamento apenas no entorno do Sambódromo – o restante da cidade e do estado ficaram abandonados. Daí toda essa grande quantidade de casos de violência. Queremos que os responsáveis pela segurança se expliquem”, afirmou a presidente da Comissão de Segurança da Alerj, deputada Martha Rocha (PDT).

Segundo ela, não houve, de fato, um planejamento ou preparação para a segurança pública durante o período carnavalesco. As consequências, acredita a deputada, poderão ser sentidas no próximo ano.

“A mensagem que passamos para o turista foi a seguinte: ‘Não venha ao Rio de Janeiro. Esta é uma cidade muito perigosa’. Isso não pode ficar assim. E essa situação piora quando o porta-voz da Polícia Militar faz sugestões absurdas como não tirar selfies vias públicas. O policiamento tem que ser bem planejado para que o os foliões possam se divertir sem medo, inclusive fazendo fotografias”, finalizou a parlamentar.

A deputada faz referência ao major Ivan Blaz, porta-voz da PM que, na segunda-feira, sugeriu que os foliões não fizessem selfies nas ruas para não serem assaltados.

Nesta quarta (14), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, admitiu que houve falha no planejamento da segurança para o carnaval. “Não estávamos preparados. Houve uma falha nos dois primeiros dias e depois a gente reforçou aquele policiamento. Mas eu acho que houve um erro nosso”.

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