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Comissão de Segurança vai ajudar a resolver insegurança na Rural

Estudantes vestidas com roupas pretas e usando batom vermelho, simbolizando, respectivamente, o luto e a defesa da liberdade feminina, reclamaram da insegurança vivida pelas estudantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), em Seropédica, na Baixada Fluminense, durante audiência da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (13/04).13002358_1697889723832928_1234184898637373884_o

A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT) se comprometeu a ajudar a buscar uma solução para o problema de transporte dentro do Campus. Segundo relatos das estudantes, o ônibus não tem acessado a universidade e com isso, elas são obrigadas a caminhar por 15 minutos até os alojamentos.

“Vamos acompanhar as investigações da polícia, buscar informações sobre os números de casos existentes que levaram a sindicâncias disciplinares e pedir à prefeitura que resolva a questão da iluminação próxima ao Campus. Com relação à linha de ônibus que atende a universidade, vamos pedir à Comissão de Transportes da Alerj para que resolva essa questão”, disse a deputada.

Segundo Isis Araújo Barcelos, aluna de Ciências Sociais, são constantes os casos de 941333_1697889763832924_8148886732794418002_nabuso sexual e nada acontece com os agressores. “No mês passado, uma aluna foi estuprada dentro do campus e o agressor foi visto com a calcinha da menina na cabeça, a exibindo como se fosse um troféu. A reitoria fez de tudo para abafar o caso. A vítima abandonou a universidade, voltou para a cidade dela, enquanto o agressor continua estudando e vai ganhar o diploma dele”, relatou. A aluna defendeu mudanças no regimento da universidade para que os agressores sejam punidos.

“Queremos uma política punitiva dentro do campus, que não nos obrigue a viver com o nosso violentador. Além disso, precisamos da manutenção da iluminação pública, o corte do mato dentro do campus e que o ônibus entre na universidade e que a instituição faça o acompanhamento e acolhimento das vítimas. Estamos muito inseguras”, disse Ísis. Uma página no Facebook, administrada pelas alunas, com o objetivo de dar voz às vítimas de abusos na Rural, já contabiliza mais de 500 casos de assédio.13042016_150634comseg_isisbarcellos_ob_13_04_16

Os deputados Fábio Silva (PMDB), Márcia Jeovani (PR) e Zeidan (PT) também participaram da audiência.

O vice-reitor da universidade, Eduardo Mendes Callado, afirmou que, assim que tomou conhecimento do estupro ocorrido em março, prestou todo o apoio necessário à vítima. “Fui com ela até a delegacia de Seropédica, onde foi feito o registro de ocorrência, e ao IML para a realização de exame de corpo de delito. Foi instaurado um Processo Administrativo e Disciplinar para apurar o caso”, explicou Callado.

Segundo o vice-reitor, existem problemas de segurança na instituição. “Temos o segundo maior campus do Brasil e passamos por um momento de dificuldades financeiras, mas mesmo que tenhamos que gastar mais recursos com a segurança o faremos. A Rural repudia qualquer ato de violência”, frisou.

Casos
Para o comandante da Companhia de Policiamento Ostensivo de Seropédica da Polícia Militar, capitão Reis, a polícia não tem efetivo suficiente para deixar uma viatura 24 horas próximo a universidade. “São 49 policias para 100 mil habitantes e uma viatura para cada 68 mil quilômetros. Gostaria de poder atender a essa demanda por mais segurança na região, mas não é possível no momento”, disse.

De acordo com o diretor do 3o departamento de Polícia da Área (DPA), Paulo César Guimarães, o número de estupros no município de Seropédica vem diminuindo. “Em 2014, foram 48 casos na cidade; em 2015, 28 casos, sendo um dentro do campus da Universidade e nos primeiros três meses deste ano foram três casos, sendo um na Universidade Rural”, disse.

‪#‎trabalhandopelasmulheres‬

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