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Audiência Pública – Vacinação de gestantes e puérperas contra Covid-19 no Estado do Rio

Desde o início da pandemia, o país contabiliza 1.412 mortes de mulheres grávidas, com cerca de seis óbitos por dia. A informação foi apresentada pela doutora Melania Amorim, do Grupo Brasileiro de Estudos de Covid-19 e Gravidez, durante audiência pública conjunta das Comissões de Trabalho, de Saúde e de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada nesta sexta-feira (25/06).De acordo com a médica e pesquisadora, o risco de morte pelo coronavírus é 17 vezes maior na população obstétrica, além da maior chance de desenvolvimento de complicações graves pela doença. “Em 2020, o número era de 455 mortes e neste ano, só até junho, o número é de 957 mortes, mais que o dobro do ano passado.

A covid-19 é a principal causa de morte materna no Brasil e uma em cada cinco mulheres morre sem acesso à UTI”, disse Melania Amorim, que explica que casos fatais continuam ocorrendo devido a não liberação da vacinação para a população obstétrica.O Estado do Rio tem 180 mil gestantes e puérperas, com 11.800 vacinadas tendo recebido a primeira dose, representando apenas 6,5% dessa população imunizada, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ). “A baixa taxa de imunização é agravada pela indicação do Ministério da Saúde pela não adesão à vacinação, indicando que mulheres grávidas não deveriam ser vacinadas, embora a vacinação para esta população já tenha recomendação cientificamente comprovada”, disse a deputada Martha Rocha (PDT), que preside a Comissão de Saúde, referindo-se à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no mês de maio, de que o imunizante da AstraZeneca não fosse mais aplicada em gestantes.

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